A principal qualidade profissional de um fotógrafo é o olhar desenvolvido sobre as situações - e isso não trata apenas de ser emotivo diante das coisas e das pessoas. Antes de ver com a alma, é preciso ver com os olhos do próprio rosto. Parece insensível num primeiro momento, mas é preciso saber analisar quando uma situação é visivelmente bonita (o conceito de “bonito”, nesse caso, é amplo) antes de tirar a câmera da mochila e clicar.
Perdemos muito tempo observando coisas sem nenhum sentido. Sem saber o básico sobre iluminação, composição ou linguagem, simplesmente fotografamos. É óbvio que, para evoluir, é preciso passar por etapas de aprendizado. Mas, depois de algum tempo, observamos nossas próprias imagens e nos perguntamos “O quê eu vi nisso?”. E essa “decepção” não se limita aos fotógrafos iniciantes.
Evoluir, buscar conhecimento e aguçar opiniões são instintos naturais do ser humano. Infelizmente, o quê acontece é que muitos simplesmente param, se contentando com o medíocre, fotografando sempre o mesmo arame farpado, que vai ficando cada dia mais enferrujado. Alguns, que se julgam espertos, até tentam elaborar um sentido narrativo para o trabalho repetido e sem qualidade, dizendo que é a “excentricidade do tempo que abusa da natureza”. Esses são os profissionais sem ambição, que estão destinados a um futuro sem muito sucesso.
As questões são trágicas, mas é inevitável fazer perguntas típicas de início de ano. Para onde estamos indo? No quê a Fotografia está se transformando? O quê estamos fazendo para evoluir tecnicamente? No quê estamos buscando inspiração? E o pior: Estamos realmente fazendo alguma coisa? De alguma forma, 2012 será, um ano de renovações energéticas, cósmicas e astrais. Seria ótimo aproveitar a oportunidade e transformar a Fotografia em algo ainda mais incrível!
Fotografia de: Luis Mariano González
Fotografia de: Sebastian Schmidt
Fotografia de: Logan Hunt
Fotografia de: Andrew Litsch
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