Se no Brasil ainda faltam livros sobre mercado fotográfico, o que dirá de títulos que tratem de ajudar fotógrafos e creativos a melhor firmarem seu espaço. Então, para sabermos um pouco mais como funcionam as engrenagens desse negócio temos que recorrer a títulos de língua estrangeira, principalmente em inglês. E o que não faltam são boas opções para nos ajudar a lidar com o dia-a-dia desse mundo que vai além das qualidades artísticas.
“Tell the world that you don’t suck: modern marketing for commercial photographers”, escrito por Leslie Burns-Dell’Acqua, toca justamente nesse aspecto. É interessante salientar que se trata de uma leitura simples e direta no intuito de ajudar a encontrar sua voz, posição enquanto fotógrafo e, assim, contar ao mundo que tipo de profissional de imagem você é.
Para ilustrar o que disse acima, coloco abaixo, em Português, algumas dicas simples que são dadas ao final do livro e que valem para construir um pensamento profissional envolvendo a profissão do fotógrafo.
9 MANDAMENTOS FOTOGRÁFICOS:
Saiba e aceite que você vai errar: Você vai esquecer uma bateria, ou bagunçar um estúdio, ou se esquecerá de confirmar com um estilista, ou algo do tipo. Nada disso é mortal. Você é um solucionador criativo de problemas, então saberá com lidar com a situação.
Você não é suas imagens: Se mostrar teu livro para alguém e eles não gostaram, não pense que isso é pessoal. Arte é subjetivo. Apenas porque teu trabalho não é bom para eles não significa que você é ruim.
Não importa o quanto você sabe, sempre alguém saberá mais: Sempre aprenda e se esforce para aprender. Faça aulas. Ouça os clientes. Seja aberto a ideias.
Não se restrinja: Talvez você saiba exatamente o que quer fotografar, mas se parar aqui ou super focar em apenas fazer tal fotografia, então talvez perca uma foto melhor. Tente.
Trate as pessoas menos experientes com respeito, deferência e paciência: Sr. João, cliente corporativo, talvez ofereça uma fraca ideia para uma sessão. Seja gentil – ele está tentando. Seja gentil com seus assistentes e outros membros da equipe enquanto estiver nisso. Você não é nenhum deus (leia #1 novamente), porém apenas mais uma pessoa (mesmo que você tenha talento numa área que eles não tenham). Não seja um egoísta babaca.
A verdadeira autoridade vem do conhecimento, não de sua posição: Você não força um cliente a te respeitar, porém você conquista a confiança demonstrando profissionalismo com compaixão e abertura a todas as oportunidades.
Lute por aquilo que acredita, mas sabiamente aceite a derrota. O cliente talvez diga que quer o seu estilo, mas, às vezes, o chefe do chefe do cliente quer o que ele quer, simplesmente. Diga suas ideias, lute por isso com vontade, e desista quando vir que não há possibilidade de mudança. E deixe certo o pagamento.
Entre em contato: Não espere que as pessoas entrem em contato contigo apenas porque você tem uma página na internet, ou por ter mandado algum material promocional. Você precisa sair e ir ao encontro deles. Quando mais assim o fizer, maiores serão suas chances de fazer contato com alguém.
É arte – não um tumor: Se você acha que o trabalho é muito sério ou muito penoso, então leve em consideração mudar de carreira. Você precisar amar o que faz – fotografar tem que ser prazeroso, uma libertação, uma paixão – precisa ser algo gostoso. Se você realmente não gosta disso, então tem que procurar uma nova diversão/paixão/prazer. Do contrário, você pode trabalhar com algo que te pague regularmente e tenha seguro.
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