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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Desafio : Vem Passar Um Dia Comigo Na Escola



Bom esta ai o video do Desafio haha muito besta

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

De Boa ....

Olá meus Little Photographers tudo bom?
Essa semana tava na rua e uma menina me parou e perguntou :
- Você é a dona do site Little Photographer né 
Eu simples mente sorri e respondi que sim e pedi desculpa por não poder conversa com ela direito pois tava muito atrasada para escola.
O melhor de tudo que no mesmo dia meu amigo fez essa foto para o site eu olhei assim e quase chorei por saber que tem gente que gosta do Blog obrigado a todos por me fazer a pessoa mais feliz com um simples gesto :) 





domingo, 27 de outubro de 2013

Little Photographers

Boa Noite Little Photographers o que vocês acham disso que eu fiz espero que gostem *--*


Você sabe dirigir seus modelos?

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Direção de modelo em moda e em ensaios comuns são coisas bastante diferentes. Em moda, o cliente – que, geralmente, não é o fotógrafo – apresenta um briefing a alguém que já tem experiência em projetar o corpo e a expressão facial para alcançar um resultado específico. Nesses casos, o ensaio flui sem muitas interferências – afinal, tempo é dinheiro e energia. Em ensaios simples, onde quem posa é alguma amiga ou algum cliente desconhecido, o desafio é muito maior.

Um retrato é sempre uma exposição das interpretações de quem posa. Dependendo do caso, isso ocorre em níveis maiores ou menores de intimidade que, portanto, exigem diferentes táticas de direção. O respeito para com o fotografado, seja ele um modelo profissional, uma celebridade ou alguém da família, é o mesmo; os métodos para conseguir transpor as emoções de cada um é que seguem caminhos diferentes, porque algumas pessoas estão mais acostumadas a estar em frente às câmeras que outras.

Saber comunicar é um dos principais requisitos para um bom fotógrafo. Além de transmitir uma ideia com a própria fotografia, é preciso saber comunicar ao modelo e à equipe envolvida que ideia é essa. De nada adianta elaborar um conceito, montar o esquema de iluminação, colocar alguém sobre a banqueta e esperar o milagre da interpretação perfeita acontecer. Modelos iniciantes e pessoas comuns precisam saber, ao menos, de onde a luz está vindo, qual parte do corpo está sendo fotografada e com qual objetivo.

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A interpretação e a produção do ensaio acima foram inspiradas na série Little Adults (“Pequenos Adultos”), da fotógrafa Anna Skladmann, publicada por uma edição da Vogue Kids. Durante a sessão, a revista foi deixada perto da menininha, para que visse ver as fotos e tentasse imitar alguma pose.

Alguns fotógrafos costumam apresentar referências aos fotografados, na intenção de que imitem poses e expressões; recorrer à simulação de movimento, como um pulo ou um jogar de cabelo, para libertar o modelo da timidez; ou simplesmente conversar, descobrir algum gosto em comum e, através disso, tentar estabelecer algum tipo de intimidade, mesmo que passageira. 

Richard Avedon, ícone da fotografia de moda e retrato, era também um exímio diretor. Ele não media limites para extrair exatamente aquilo que queria de seus retratados. Como consta em um trecho de seu documentário, Darkness and Light, ele diz para um senhor: “Se este fosse um daqueles momentos em que soubesse que morreria amanhã, você acha que teria feito algo diferente? Porque você não pensa que é isso que vai acontecer?”. Em outro caso, fotografandoWallis Simpson e o príncipe Edward, Avedon soube da paixão do casal por cães e disse a eles que seu táxi havia acabado de atropelar um cachorro. O retrato (abaixo) resultou numa expressão trágica e angustiante, antônima à imagem de alegria que o casal sempre trazia à imprensa. Uma das características comuns do trabalho de Avedon com as celebridades era exatamente essa, a de expô-las a emoções que contradissessem o padrão.

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O maior problema de alguém que não sabe dirigir um modelo é a falta de diálogo e vergonha de projetar seu próprio corpo ou rosto na expressão que gostaria de ter. Isso acontece principalmente com alguns homens quando fotografam mulheres: não sabem explicar uma pose e tem receio de parecer femininos demais ao mostrar um exemplo. Fotógrafos precisam ser modelos e atores descarados, sem medo de julgamentos. 

Uma das melhores maneiras de estudar direção de modelo é assistir a outros fotógrafos trabalharem, seja ao vivo ou por vídeos de making of. Leandro Neves postou recentemente, em seu blog, um vídeo do ensaio feito com a modelo Manoela Marandino para a revista Vip, que exemplifica exatamente essa necessidade de saber comunicar uma ideia e mostrar uma pose com o próprio corpo. Veja:
 
Como não é possível escolher todos os clientes, em alguns casos os modelos não atenderão às expectativas, não importa o quão boas sejam as táticas de direção do fotógrafo. Nesses casos, se o conceito não for adaptável (por exemplo: uma marca de roupa solicitou um editorial e o modelo não soube entregar a interpretação exigida pelo briefing – raras vezes acontece, mas acontece), a solução é fotografar o máximo que a energia permitir e ter muitas fotos para selecionar as que mais se aproximam do que foi pedido. E se o cliente for alguém mais simples, sempre é possível sugerir uma nova ideia.

Também é importante saber que toda sessão tem fases de aproveitamento. Num primeiro momento, especialmente se quem estiver posando não for acostumado a isso, as fotos não serão muito aproveitáveis, porque a timidez e o desconforto ainda existirão. Depois do “aquecimento”, em algum momento o fotógrafo fará um retrato lindo seguido de outro – e é preciso estar muito atento para não perder o timing. Depois surgirá um retrato bom entre dez, entre quinze, entre vinte, até que o modelo não tenha energia suficiente para continuar e o fotógrafo esteja esgotado de ideias. Saber quando parar, além de poupar tempo, afasta o mau humor.

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Dirigir nada mais é que moldar a relação entre fotógrafo e fotografado para atingir um resultado específico de interpretação. O bom retrato é um encontro das expectativas de quem posa, de quem a pessoa acha que é e de como ela se vê, e de como o fotógrafo faz a leitura daquela personalidade, projetando-a no seu próprio estilo de registrar uma emoção e um momento.
Quer mais dicas?

Dicas práticas:
Fotografe com a distância focal próxima de 50 mm. Além de evitar distorções na imagem, você manterá uma distância agradável de quem está posando. Não estará muito perto para não parecer invasivo ou causar a sensação de que está ordenando, nem muito longe a ponto de precisar falar gritar para comunicar uma pose ou um gesto.

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Algumas pessoas são pouco confortáveis com a própria aparência, especialmente estando em frente à câmera. Elogie-as durante o ensaio, mas com o cuidado para não exagerar, parecer piegas e arruinar de vez a autoestima.

Ângulos baixos, com a câmera abaixo do nível da cintura, tendem a alongar o corpo do modelo. Essa técnica não funciona com pessoas muito acima do peso, porque aumenta o corpo e diminui a cabeça, deixando as proporções estranhas.

Faça uma lista de músicas que influenciem a energia que o ensaio pede. Se possível, tente conhecer o gosto musical do modelo e procurar bandas que gostem em comum para que o ambiente do ensaio seja agradável para ambas as partes.

Esteja sempre preparado e não fotografe apenas durante o ensaio (mas não seja indiscreto a ponto de incomodar quem está posando). Às vezes, uma grande oportunidade pode surgir num tempo de intervalo para um lanche ou um cigarro.

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Tente se encontrar com seu cliente antes do ensaio, nem que seja para um café de dez minutos. Durante a conversa, observe os ângulos que o favoreçam e já comece a se preparar para o dia das fotos.

Uma ótima maneira para se estudar direção é assistir aos reality shows sobre modelos.Americas’s Next Top Model, o mais famoso deles, tem um ensaio fotográfico em cada episódio.

Tenha o costume de fazer autorretratos. Além de treinar a própria expressão corporal, estudar os movimentos do seu corpo te ajudará a aplicar técnicas de direção em outras pessoas.

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Durante a sessão de fotos, é importante saber ouvir sugestões, especialmente as vindas do fotografado. Para o conforto do modelo, siga-as, mesmo que não sejam muito boas. Depois, dê você outras sugestões. O diálogo é essencial.

Se for fotografar alguém inexperiente, mostre de onde a luz está vindo e explique onde serão formadas as sombras. Parece simples, mas muitas fotos boas são perdidas porque o modelo estava virado para o lado errado.

Criatividade é exclusividade?

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Gosto de começar pelos limites do conceito, que nesse caso, nos é nomeado por criativo. O que é o criativo? O adjetivo nos remete a um criador que detém a aptidão da criatividade. Criação e atividade: eis os processos que definem o termo. Podemos pensar então, que, imprescindivelmente, a criatividade deduz um indivíduo que crie. 

Para pensar a criatividade em seu possível despertar, trabalharei com uma tese proposta no livro “Criatividade e Processos de Criação”, de Fayga Ostrower, uma artística plástica, professora e teórica de Arte. Segundo a tese de Fayga, o potencial criativo é intrínseco do ser humano – o homem cria e sempre estabelece relações de criação em sua existência.  Com isso chegamos a pergunta a pergunta: Existe alguma atividade do homem que não seja criativa? E que em nosso caso poderia ser contextualizada: Existe alguma fotografia que não seja criativa? Pois bem, sigamos e pensemos a respeito.

É notável a nossa tendência de rotular e criar preconceitos – veja bem, já estamos exercendo o julgamento da criação, mesmo que num contexto negativo. Faz-se necessário, portanto, que nos aprofundemos para sair da superfície preconceituosa e nebulosa da simples sentença, que nos torna juiz ao dizer que “isto é criativo e isto não é criativo”.

O homem, em sua condição de ser humano, inevitavelmente cria e carrega em si a latência do criativo. Esse potencial justifica toda a nossa gama de objetos, artefatos, conhecimentos, modos de ser pensar e agir. Através de processos de ordenação, configuração e significação, sua faculdade da criativa é sempre colocada em atividade. Pensando em fotografia: O homem criou o aparelho (a câmara obscura, que deu origem às câmeras que conhecemos hoje) no desejo de decifrar uma superfície do visível, que permite, hoje, após evoluções desse mesmo aparelho, imagens tão facilmente capturáveis, ao alcance de um simples clique. 

Mas o que leva o homem a criar? Quais meios, a dizer, psicológicos e sociais, que permitem que ele exerça o criativo? Eis o diagrama para visualizarmos melhor tais meios:
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Como ser sensível, o homem é corpo. E, através do corpo, pela via dos sentidos, ele recebe informações e estímulos variados exteriores e interiores a este corpo. O corpo é um organismo vivo. É também campo onde sensações são acionadas e sintetizadas em percepções.  A percepção delimita o que somos capazes de sentir e compreender. A visão é a grande metáfora dessa síntese que é feita pelos sentidos: vemos em um determinado raio, mas olhamos apenas em um único foco. Faça um teste: Tente focar duas palavras ao mesmo tempo enquanto lê. Apesar da leitura ser um processo dinâmico, corrido, se nos atentarmos à percepção presente, notaremos que apenas uma palavra é focada à medida que lemos. E se fizermos esse teste mais atentamente veremos, ao reduzirmos a percepção para a palavra, que apenas uma letra é focada por vez. 

Como ser consciente, o homem é um sujeito portador de uma subjetividade singular e de uma consciência de si; ele existe enquanto indivíduo numa jornada existencial. A consciência é o palco onde ele se vê representado e vê também o outro, estabelecendo alguma relação. Dessa forma, o homem cria e interpreta no coletivo, por mais que seja um corpo fechado em si mesmo; biologicamente, comunga de uma cultura ampla e aberta. 

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foto: James Docherty

No nível cultural do ser, integra-se todo conhecimento adquirido e a experiência vivenciada no coletivo presente-passado. A cultura é o lugar onda o criativo se mostra e ganha notoriedade para o outro. Objetos, artefatos e fotografias se tornam símbolos e ganham significado e memória. A pratica da criação é sempre direcionada para uma cultura, mesmo quando numa contra-cultura.
 
Todo ser humano se inclui nesse movimento do ser sensível-consciente-cultural. Portando, esse é o beabá do processo criativo, de onde, por movimentos de ordenação, significação e configuração, o ato criativo acontece. 

Desloquemos agora, para o saber fotográfico. O fotógrafo é corpo e consciência que, ao experimentar o mundo estando inserido em uma cultura particular, produz uma síntese bidimensional do que o cerca, a imagem em altura e largura. 

Mas pensemos em sua prática: o que poderia anunciar um estado de sono na fotografia enquanto atividade criativa ao ponto de ser necessário que pensemos em níveis de um despertar do criativo? Minha hipótese é de que muito da desmotivação e desse sono, anti-criativo seja em função da saturação da imagem técnica, e do empobrecimento da experiência. 

No final século XIX, todo processo de materialização da imagem era laborioso, mesmo nafotografia analógica; antes dela ainda mais, no caso da pintura. Se pensarmos no pintor como o agente capaz de representar imageticamente o mundo num tempo pré-fotográfico, todas as suas condições de criação no ato da pintura logravam um grande empenho físico e psicológico. Isso é algo que foi extinto com o avanço proporcionado pela fotografia enquanto aparelho-ativo de produção de imagens. Com o advento da digitalização e da reprodutibilidade técnica dessa nova maneira de representar, quase todo o esforço anterior foi extinto, e, consequentemente, a experiência foi empobrecida.

Toda experiência se dá com o esforço do corpo, e a fotografia moderna deixou de demandar algo do corpo. Os sentidos foram cobertos pela facilidade do equipamento. A rapidez do clique, a qualquer momento que se deseje, e isso trouxe um excesso de meras imagens, repetitivas e não experimentadas qualitativamente. É tudo muito rápido, instantâneo. 

É preciso que o olhar seja reeducado em favor da experiência consciente e da cultura. E como primeiro trabalho dessa reeducação, é necessário que descolonizemos nosso olhar. Esse é o pequeno segredo que cabe a nós, nesse tempo, para que alcancemos o despertar criativo.

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foto: Maryanne Gobble

Vende-se uma ideologia de que uma imagem vale mais que mil palavras, e isso é mentira. A língua e a palavra articulada num idioma é a mais complexa estrutura simbólica compartilhada universalmente pelo homem. Muito antes da criação da máquina fotográfica, existia o texto; antes do texto, já existia a comunicação verbal; com ela, culturas milenares se construíram e se fizeram ouvir por suas criações às gerações futuras. Isso, sem a câmera fotográfica. Não nos cabe dizer e achar que nossa fotografia dirá aquilo que não pode ser dito, colocando-a no lugar de suficiência sob as palavras. A imagem fotográfica não é autossuficiente porque toda memória visual está incluída em sistema linguístico amplo; decerto, a palavra aponta para suas origens.

Para a construção de uma identidade visual singular e criativa, a fotografia precisa fazer as pazes com a ficção e a palavra.  Só então será possível uma busca poética do olhar nas imagens, e assim, será possível um despertar criativo. Antes mesmo da câmera em mãos, é preciso saber ler mentalmente a experiência que se passa. “Buscar no detalhe o ínfimo”, como já disse o poeta. Muito mais que um clique mecânico, o corpo deve estar em sintonia com a consciência – e isso vai além da própria fotografia; é um estudo constante de leitura das vivências do visível e da (re)criação do mesmo. A fotografia precisa ser tomada como linguagem, aberta sempre à interpretação. Não nos acabe assimilar a fotografia como realidade em si mesma. Como bem diz o historiador Andre Rouillé, “a imagem fotográfica não é um corte, nem uma captura, nem o registro direto, automático e analógico de um real preexistente. Ao contrário, ela é a produção de um novo real (fotográfico), no decorrer de um processo conjunto de registro e de transformação, de alguma coisa do real dado; mas de modo algum assimilável ao real. A fotografia nunca registra sem transformar, sem construir, sem criar”.

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foto: Randy P. Martin

Termino essa exposição com a sensibilidade do meu poeta maior, que é também fotógrafo das palavras, que em seu livro “Ensaios Fotográficos” confidencia:
De tarde fui olhar a Cordilheira dos Andes quese perdia nos longes da BolíviaE veio uma iluminura em mim.Foi a primeira iluminura.Daí botei meu primeiro verso:Aquele morro bem que entorta a bunda da paisagem.Mostrei a obra pra minha mãe.A mãe falou:Agora você vai ter que assumir as suas irresponsabilidades.Eu assumi: entrei no mundo das imagens.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Iluminação natural, boa e de graça

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Fotografar com luz natural pode ser um grande desafio, o que faz com que as situações encontradas em externas sejam ideais para um aprendizado muito eficiente sobre iluminação de retratos. Vários fatores interferem na variação de luz, como o ângulo do sol ao decorrer do dia; os objetos do ambiente, que modificam a luz refletida; o clima de cada região do país e a quantidade de nuvens no céu. Num estúdio é possível fazer todos os ajustes necessários para a luz perfeita, e a situação é bem mais confortável para o fotógrafo. Mas como não são todos que possuem um espaço específico e equipado para trabalhar, a solução é usar a luz do sol, que, além de tudo, é gratuita.

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O melhor horário
A maioria dos fotógrafos que trabalha em externas concorda que a melhor luz para retratos é a da manhã e da tarde, quando o sol está mais baixo. Nesse horário, a luz é lateral e tem a temperatura de cor mais amarelada, o que dá um brilho e um tom muito agradável no rosto de quem está sendo fotografado. Eu, particularmente, gosto muito de fotografar entre das 16:00h e o último raio de sol. Durante esse tempo, a luz pode ser facilmente controlada e aproveitada das formas mais criativas, seja para fazer uma silhueta ou um flare, por exemplo.

Horários próximos ao meio dia são pouco atraentes para retratos porque, como o sol está no pico, a luz vem de cima e causa sombras muito curtas, especialmente sobre os olhos, o que pode parecer olheira. Não situações em que não se dispõe de outro horário, a solução é utilizar rebatedores.


Rebatedores: Quais existem e como funcionam?
Fotografar em externas é sempre um desafio porque tudo depende das condições naturais da locação. Isso não significa, necessariamente, falta de controle sobre os resultados. Quando a condição de luz não é favorável ou não estava como planejado, uma das alternativas é utilizarrebatedores. Bastante portáteis, rebatedores também são muito baratos e podem ser encontrados em diversos diâmetros (lembrando: quanto maior for o plano onde a luz for rebatida, mais eficiente será o resultado de iluminação de preenchimento).

Os rebatedores são utilizados principalmente para neutralizar as sombras duras, produzindo um padrão na iluminação do retrato. O uso desse equipamento equilibra a exposição entre o modelo e fundo, dá precisão às cores, nitidez e suaviza de sombras e reflexos.

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Um kit de rebatedores vem, geralmente, com quatro ou cinco itens: um difusor, um rebatedor branco, um prateado, um dourado e, em alguns casos, um bloqueador preto, cada um com uma função bem específica: O rebatedor branco oferece uma luz bastante suave e difusa para o retrato, suavizando sem eliminar as sombras. O dourado reflete a luz num tom amarelado, o que o torna ideal para fotos no pôr do sol. Já o prateado trabalha como um refletor, equilibrando a luz e funcionando quase como uma segunda fonte de luz; dá mais contraste e elimina mais sombras. O difusor, que é transparente, é colocado na direção da fonte de luz e antes da pessoa (por exemplo: entre a luz do sol e o modelo). O preto é um bloqueador, que é usado caso exista algum refletor natural no ambiente, como uma parede branca ou areia. O kit 5x1 pode ser encontrado por pouco mais de R$100,00 no Mercado Livre. É um ótimo investimento!
Dica caseira de ótimos rebatedores: placa de isopor (rebatedor branco) e placa de isopor com papel alumínio colado (rebatedor prateado).



A luz da janela
Apesar de ser uma fonte de luz muito variável, que muda de acordo com a quantidade de nuvens no céu, a luz vinda de uma janela é uma das mais favoráveis para se fazer um retrato. Em dias nublados, a janela funciona como um grande softbox, incidindo uma iluminação bastante suave, mas com contraste agradável, sobre a pessoa. Com o posicionamento certo, sem deixar o modelo exatamente de lado, e com um rebatedor, essa luz pode suavizar imperfeições e dar um resultado fantástico.

Caso a luz esteja entrando direta, em horários como o início na manhã ou o fim da tarde, onde o sol está baixo, a solução para ter uma iluminação suave é uma cortina de tecido branco, mas levemente transparente para que haja passagem de luz.

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Por sua luz ser direcional, posicionar o modelo diante da janela pode ser um dos aspectos mais complicados dessa situação. A melhor opção é deixar o rosto do fotografo levemente virado para a direção da janela, evitando sombras muito marcadas no lado oposto do rosto. Além disso, por ser uma luz que desvanece fácil à medida que nos afastamos, convém posicionar o modelo a, no máximo, cerca de 1,5m da janela. Essa condição oferece ao fotógrafo uma luz mais suave e possibilidades mais criativas de perspectivas e composições.


Formas criativas de usar a luz natural

• Flare: produzido pela luz que invade a lente pelas laterais, essa pode ser uma alternativa bem interessante para o retrato, principalmente se combinada com um contra luz. O segredo deste efeito é o posicionamento da câmera, que deve ser apontada para o sol e deslocada levemente para um dos lados. Para evitar o flare, basta usar um pára-sol.

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• Contra luz: Para conseguir um contra luz ou uma silhueta, basta colocar o fotografado exatamente à frente do sol. É uma ótima dica para explorar o pôr do sol na praia com pessoas caminhando ou amigos. Quem deseja evitar o contorno duro, preto, sem informação, pode ligar o flash da câmera numa potência baixa e usá-lo como preenchimento.

10 dicas para fotografar melhor

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Algumas leituras, de vez quando, me pegam de assalto, e acabo não conseguindo parar de ler. Poderia até mesmo deixar de lado e pensar que não é mais interessante por se tratar deinformações básicas a respeito de fotografia.  Por exemplo: neste exato momento estou lendo, em vários blogs/sites, dicas para quem está ingressando no mundo fotográfico. O mais interessante de tudo é que acabo lendo tudo novamente, como se fosse a primeira vez que lia e relia para aprender os conceitos. Fazer isso é muito importante, pois sempre há alguma coisa nova para extrair, sem contar que refresca a memória sobre algumas coisas que, com o tempo, acabam ficando automáticas demais. Por estar lendo muitas dicas interessantes, me ocorreu de separar algumas e compartilhar com todos os que acessam o Fotografe uma Ideia. Vamos lá?

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foto: Cinnamon 

1. Leia o manual: Muitos dirão que isso é quase impossível de ser feito em razão da escrita muito técnica do assunto, sem contar a letra miúda dos manuais. O que esperava encontrar? Um romance de ficção, cheio de floreios para te ensinar as funções de sua câmera? Isso não encontrará, mas certamente encontrará informações que só te ajudarão quando estiver fotografando. Claro que há uma alternativa: no YouTube, por exemplo, há sempre vídeos sobre uso de câmeras; também existem tutoriais em DVD feitos pelas empresas que produzem os equipamentos; e os blogs/sites espalhados pelo mundo virtual.

2. Estude fotografia: Pode soar pretensioso para hoje, tempos de “minha-máquina-faz-tudo”, mas, uma vez interessado em fazer boas fotos com maior frequência, você terá obrigação de, pelo menos, aprender os conceitos básicos da fotografia. Não há como escapar disso. Diafragma,obturadorregra dos terços, qualidade de luzISO, composição: tudo isso é imprescindível no caminho de uma boa foto. Não quer dizer que terá de usar tudo como dizem os livros, mas será preciso saber para usar à sua maneira.

3. Desacelere: Ter em mãos um equipamento que contém um cartão de armazenamento quase que infinito não te obrigada a apertar o botão de disparo a cada segundo, na tentativa de obter muitas fotos - salvo quando é necessário; por exemplo, em fotografia de esporte. No entando, em casos assim o uso do disparador contínuo é consciente. Em vez de apenas contar com a capacidade de seu cartão, conte com a sua inteligência e paciência para obter uma boa fotografia. Pare, observe, componha e fotografe.

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foto: Jon Rout

4. Fotografe com um olho: É estranho dizer isso, mas é assim que deveríamos pensar quando estamos empunhando uma câmera. Afinal, as câmeras fotográficas só possuem uma lente, enquanto nós enxergamos com dois olhos. Tendo esse conceito em mente, sabemos que fotografamos as coisas não como as enxergamos. É preciso saber incluir e excluir quando fotografar, atentando-se à composição e ao quadro para que a imagem tenha sentido não só para você.

5. Copie: Essa é uma boa forma de aprender novas técnicas de todos os tipos. É impossível que você não tenha alguma fotografia que te impressione e que o faça querer produzir algo parecido. Seja um retrato, uma foto de paisagem ou de produto. Não importa qual é o assunto. Digamos que você goste dos famosos retratos em fundo branco produzidos por Richard Avedon e já tenha aprendido as técnicas para fazê-los. Ora, vá e tente colocá-los em prática. Mesmo copiando, o resultado nunca será igual. O fotógrafo não é o mesmo, o equipamento não é o mesmo e quem posa não é a mesma pessoa. Somente copiando você irá criar seu próprio estilo fotográfico.

6. Mude a perspectiva: Certamente, mudando alguns centímetros da perspectiva - um centímetro que seja, independente para qual direção for - o que será visto na fotografia será diferente. Isso só terá a acrescentar ao seu trabalho, porque lhe dará a possibilidade de uma mesma história por ângulos diferentes. Deite. Agache. Dê alguns passos para o lado. Suba numa cadeira se for preciso.

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foto: Eugenio Fernández Abril

7. Invista em lentes: Você irá me dizer que sua câmera já veio com uma lente, e que isso é o suficiente. Será? As lentes que vêm junto ao corpo da câmera (kit lens) não possui os melhores materiais de construção e ótica. Digamos que preço do corpo da câmera sairá por R$ 1000, porém, com apenas mais R$100 você levará junto uma lente. Então, ainda acha que por apenas esse adicional você irá levar a melhor lente? Claro que não. Lentes são caras. É fato! Invista em lentes claras (com f-stop de no mínimo 2.8), porque além de ser ótimas para situações de baixa luz, terão uma ótima qualidade ótica e boa construção.

8. Fotografe sempre em RAW: Certamente você precisará de cartões de memória com mais capacidade de armazenamento, mas porque será preciso guardar mais informações de sua imagem capturada em RAW. Não é preciso muito para explicar a diferença de maneira simples. Quando se fotografa em JPEG, automaticamente sua imagem será comprimida e perderá muitos detalhes. Já fotografando em RAW, você garantirá que todas as informações de cor e exposição estarão contidas no arquivo de captura. Assim, você terá muito mais informações para trabalhar na edição.

9. Use editor de imagem: Sem um editor de imagem, hoje em dia, um fotógrafo não é nada. Por isso, adquira algum bom como  o LightroomAperture ou Photoshop - editores onlines também podem ser bem interessantes. Poder ajustar, no mínimo, os níveis de saturação, contraste e brilho poderá deixar sua fotografia muito melhor. Ter o pensamento purista de não utilizar nenhum editor de imagem na era digital é o mesmo que fotografar com filme sem ter preocupação com quando estiver revelando a foto.

10. Cuidado com o fundo: Não estou falando para ter atenção com o que estiver atrás de você, mas sim de quem ou o que está sendo fotografado. Um detalhe ao fundo pode estragar toda a sua composição ou o belo sorriso da pessoa fotografada. Galhos de árvore saindo da cabeça do retratado, por exemplo, são horríveis. Uma boa dica para evitar detalhes desconcentrantes no fundo é usar lentes claras.

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foto: Alexis Mire

Poderia passar o dia inteiro aqui escrevendo mais e mais dicas, mas acho que isso é o suficiente para melhorar o caminho até uma boa foto, senão a melhor foto. Mas não se limite apenas ao que está tido acima. Sempre pesquise a respeito de coisas que podem lhe ajudar,  e verá que esse processo será infinito. E pratique sempre.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Porque juntos podemos acabar com isso! Fim Do Instituto Royal

Vamos todos nessa causa, #FimDoInstitutoRoyal 

Olá gente bom como todos sabem eu amo animais e eu estou nessa do fim do Instituto Royal  Diga NÃO aos testes em ANIMAIS !! PORQUE JUNTOS PODEMOS ACABAR COM ISSO !! 

Confira dicas para fotografar olhos mesmo com câmeras amadoras

Quem nunca se encantou com uma bela fotografia de olhos? Além de comunicarem sentimentos, eles possuem as mais variadas cores e formas e ficam lindos quando bem retratados. Mas fotografar olhos devidamente não é tarefa fácil. Fizemos uma seleção de ótimas dicas para te ajudar a melhorar suas imagens.
lho fotografado com iluminação e enquadramento ideias (Foto: Andrew Tan)
lho fotografado com iluminação e enquadramento ideias (Foto: Andrew Tan)
Enquadramento
Ao fotografar olhos, não é muito indicado colocar a câmera muito perto do olho da pessoa por diversos motivos: a sombra do fotógrafo pode atrapalhar; a pessoa fotografada pode ficar incomodada e não conseguir manter os olhos naturalmente abertos; e câmeras amadoras às vezes não conseguem focar tão de perto.
Todos esses problemas podem ser facilmente contornados com uma simples dica: fotografe o rosto inteiro da pessoa, para depois cortar a fotografia em algum editor de imagem. Mas para fazer isso é preciso sempre ter muita atenção ao foco. Ele precisa estar obrigatoriamente nos olhos. Algumas câmeras possuem pontos de autofoco móveis. Isso significa que você pode alterar o ponto de focagem para a região dos olhos do retratado. Procure o manual da sua câmera para saber se ela possui essa função. Além disso, certifique-se de que estará fotografando na resolução máxima da sua câmera, para que a foto não perca qualidade após o corte.
Direção
Fazer com que o fotografado olhe diretamente para a lente faz com que a foto tenha grande impacto. Mas isso não é uma regra. Olhos “apontados” para o infinito também podem gerar ótimos resultados. Tudo depende da intenção do fotógrafo.

Luz

Fotógrafos profissionais costumam usar um flash circular que fica em torno da lente da câmera, eliminando todo tipo de sombra e criando um reflexo bem interessante nos olhos. Mas nem todo mundo tem acesso a esse tipo de equipamento, e uma forma barata e eficiente de iluminar os olhos fotografados é usar luz natural.
Flash circular, usado por fotógrafos profissionais (Foto: Reprodução)
Flash circular, usado por fotógrafos profissionais (Foto: Reprodução)
Você pode usar a luz vinda de uma janela ou até fotografar em um lugar aberto, mas lembre-se que seu fotografado não pode ficar com o sol diretamente no rosto para que não fique com dificuldade de manter os olhos abertos.
Uma boa técnica é colocar seu fotografado na sombra em algum lugar aberto (ou perto de uma janela) olhando ligeiramente para o céu. A luz do céu que reflete nos olhos produz um brilho incrível. Para fotografar usando luz natural, as melhores horas do dia são logo depois do sol nascer e logo antes do sol se pôr.
Edição
Além de cortar a sua foto para enquadrar somente os olhos, você pode adicionar mais cor, contraste e vivacidade para destacar ainda mais os olhos da sua fotografia.
Foto editada com o efeito Cut Out, que deixa apenas o olho colorido em contraste com o restante em preto e branco (Foto: Foto: Reprodução)
Foto editada com o efeito Cut Out, que deixa apenas o olho colorido em contraste com o restante em preto e branco (Foto: Foto: Reprodução)

10 Coisas que ...